Nesse período, a participação dos chamados “plataformizados” no total da população ocupada pessoas com 14 anos ou mais em atividade também aumentou: era de 1,5% em 2022 e subiu para 1,9% em 2024. Segundo o IBGE, 86,1% desses trabalhadores atuam por conta própria, e a informalidade atinge 71,1% deles, bem acima da média nacional de 44,3%.
Entre os tipos de aplicativo, 53,1% atuam com transporte de passageiros (exceto táxi), 29,3% com entregas, 17,8% com serviços profissionais e 13,8% com aplicativos de táxi. A grande maioria dos trabalhadores são homens (83,9%), com idade entre 25 e 59 anos (83,5%) e escolaridade entre ensino médio completo e superior incompleto (59,3%). O Sudeste concentra mais da metade dos trabalhadores por aplicativo (53,7%), sendo a única região com participação acima da média nacional (2,2%).
O estudo chega em meio ao debate no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a existência de vínculo empregatício entre trabalhadores e plataformas digitais. Enquanto empresas e a Procuradoria-Geral da República (PGR) negam o vínculo, representantes dos trabalhadores denunciam precarização. O julgamento está previsto para início de novembro, segundo o presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Fonte: Metro 1


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