| Foto:Reprodução |
Segundo o ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Rodrigo Pimentel, “matar não é uma opção, mas uma circunstância determinada pelo contexto do confronto”.
Na tarde desta sexta-feira (14), a polícia travou um confronto armado em uma área de mata e de difícil acesso, trocando tiros com integrantes de facções criminosas. Em cidades como São Félix, Cachoeira e Muritiba, a violência se deslocou dos centros urbanos para áreas de mata, zonas rurais e pequenos povoados.
A guerra entre facções criminosas e as operações policiais impactaram diretamente a vida de moradores de São Félix, Cachoeira e Muritiba. Entre os principais efeitos temporários estão suspensão de aulas; fechamento de comércios; interrupção do transporte público; êxodo temporário de moradores em áreas sob cerco; e queda na economia local.
Para o pesquisador em Segurança Pública, Saulo Renato, o abalo psicológico na população inclui medo, desconfiança entre vizinhos e a sensação de abandono. “O que se instala é uma normalização da exceção, em que a presença do Estado é percebida apenas pela repressão, e não pela proteção”, acrescentou.
De acordo com o coronel Lucas Palma, comandante do Comando de Policiamento do Recôncavo da Bahia, os suspeitos de integrarem facções têm usado fuzis de grande porte na disputa entre os grupos criminosos na região.
“Eles estão utilizando fuzis 762, isso é uma coisa que leva a ação a um nível de guerra. Antes, a polícia trabalhava com revólver 38 e hoje estamos necessariamente trabalhando com fuzil, porque o crime está usando fuzil para nos atacar e atacar a sociedade”, destacou o comandante.
De acordo com a polícia, cerca de 200 agentes participam do cerco aos suspeitos, incluindo policiais do Grupamento Aéreo.
O Secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, disse que os principais chefes das facções criminosas que atuam na Bahia estão escondidos em comunidades do Rio de Janeiro. De lá, eles dão ordens para invasões e homicídios.
“É um trabalho que exige cada vez mais do nosso policiamento e da integração e investigação de inteligência para a repressão”, reconheceu o secretário.
Fonte: Forte Na Notícia


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