A pesquisa analisou dados de cerca de 1,6 mil pacientes atendidos entre 2003 e 2019 com hemorragia cerebral não relacionada a traumas. Entre os participantes, 7% relataram consumir três ou mais doses de álcool por dia. Nesse grupo, as hemorragias foram maiores e ocorreram, em média, aos 64 anos, enquanto entre os não consumidores habituais a média foi de 75 anos.
Mesmo níveis considerados moderados, como duas doses diárias, já foram associados a maior risco de sangramentos em áreas profundas do cérebro. Segundo os pesquisadores, o álcool contribui para o aumento da pressão arterial, redução das plaquetas e maior fragilidade dos vasos cerebrais, fatores que elevam a gravidade do AVC.
Os resultados reforçam que não há uma dose segura de álcool do ponto de vista neurológico. Além de antecipar o surgimento do AVC, o consumo frequente está ligado a maior mortalidade e incapacidade após o derrame, inclusive entre adultos jovens, que normalmente não apresentariam fatores de risco tradicionais.
Fonte: Metro 1


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