| Foto: Blog do Valente |
Ao citar municípios que realizam grandes festejos juninos, como Santo Antônio de Jesus, Amargosa, Cruz das Almas, Senhor do Bonfim, Serrinha e Ibicuí, Léo afirmou que os gestores dessas cidades deveriam se reunir para frear o que classificou como uma “farra” nos valores cobrados por atrações. Segundo ele, há artistas pedindo entre R$ 800 mil e R$ 900 mil por apresentação, com casos que ultrapassam R$ 1 milhão.
“Ninguém pega dinheiro do povo para pagar um milhão a artista nenhum. É dinheiro público”, afirmou o radialista, defendendo que esse tipo de gasto é abusivo diante das necessidades da população.
Durante o programa, Léo Valente sugeriu que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, poderia liderar esse diálogo com os prefeitos para criar uma espécie de “trava” nos cachês. Ele citou Amargosa como exemplo de cidade que, segundo seu entendimento, já teria adotado um limite em torno de R$ 500 mil por atração.
Para o comunicador, a imposição de um teto não prejudicaria as festas. “Acaba o São João? O povo deixa de ir? Claro que não”, disse, ressaltando que o evento pode continuar forte mesmo com valores mais moderados e maior valorização da cultura local.
Léo também criticou situações em que municípios pequenos pagam cifras elevadas por shows, mencionando como exemplo uma cidade do interior de Goiás que teria desembolsado cerca de R$ 350 mil por uma atração. Na avaliação dele, antes de investir em grandes cachês, os gestores deveriam assegurar que áreas como saúde, educação e assistência social estejam plenamente atendidas.
No comentário, o radialista ainda direcionou críticas a artistas que fazem discursos públicos contra corrupção, mas que, segundo ele, não abrem mão de altos valores quando o pagamento vem dos cofres públicos. “Quando é dinheiro do povo, quer 500 mil, 800 mil. Tá na hora de dar um basta nisso”, declarou.
As falas de Léo Valente no programa “Levante a Voz”, da Andaiá FM, reacendem o debate sobre o uso de recursos públicos em grandes eventos e a necessidade de critérios mais rigorosos e transparência na contratação de atrações para as festas juninas, que todos os anos movimentam milhões de reais na Bahia.
Fonte: Blog do Valente


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