As galinhas possuem um metabolismo diferente de mamíferos, o que pode reduzir os efeitos de determinadas toxinas. Além disso, o sistema imunológico das aves tende a ser mais tolerante a alguns tipos de veneno, especialmente em doses pequenas.
Outro ponto importante é a forma de ingestão. Na maioria dos casos, a galinha mata o escorpião rapidamente com bicadas antes de engoli-lo. Com isso, o risco de receber uma ferroada diminui. Mesmo quando ocorre a picada, a quantidade de veneno injetada costuma ser insuficiente para causar um efeito grave no organismo da ave.
Pesquisadores também destacam que o veneno do escorpião foi desenvolvido principalmente para imobilizar insetos e pequenos invertebrados, e não aves. Isso contribui para a baixa toxicidade em galinhas, quando comparado ao impacto em humanos.
Apesar da aparente resistência, veterinários alertam que a ingestão frequente de animais peçonhentos pode representar riscos, dependendo da espécie do escorpião e da saúde da ave. Em caso de sinais de fraqueza ou comportamento anormal, a recomendação é buscar orientação profissional.


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