Os dados foram divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Apesar do resultado geral negativo, o setor de metais preciosos apresentou crescimento expressivo, impulsionado pela valorização do ouro, que ultrapassa US$ 4.950 por onça-troy em contratos futuros com entrega prevista para abril. O segmento registrou alta de 70,3%, somando US$ 110,7 milhões em exportações. O desempenho reflete o aumento da procura por ativos considerados mais seguros diante de incertezas geopolíticas internacionais.
Outro destaque positivo foi o setor de frutas e suas preparações, que alcançou vendas de US$ 11,9 milhões, crescimento de 35% em comparação com janeiro de 2025. O avanço foi favorecido pelo aumento de 27,3% no volume embarcado, impulsionado pela sazonalidade, pela valorização dos preços e pela normalização tarifária nas exportações para os Estados Unidos.
Por outro lado, o setor de refino registrou queda de 57,3% nas vendas de derivados de petróleo. O setor agropecuário também apresentou retração de 30,2%, com redução nas exportações de produtos como algodão e café. Já o setor químico recuou 23,6%, impactado pela concorrência internacional. A indústria de transformação registrou queda de 23,7% no volume embarcado e de 19,5% nos valores exportados em relação ao mesmo período do ano passado.
A indústria extrativa apresentou o pior desempenho entre os segmentos analisados, com retração de 78,3% no volume embarcado e de 90,9% no valor das exportações. O resultado foi influenciado pela ausência de embarques de minério de cobre e níquel, que haviam sido exportados no mesmo período do ano anterior.
No cenário internacional, as exportações para os Estados Unidos caíram 29,6% em valor e 5,3% em volume, refletindo mudanças no ambiente tarifário. Já as vendas para a China, principal destino dos produtos baianos, recuaram 5,6% em valor, mas registraram aumento de 11% no volume embarcado, indicando ganho de participação do agronegócio brasileiro no mercado chinês.
Fonte: Metro 1


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