Especialistas explicam que essa percepção está relacionada à forma como o cérebro organiza as memórias. Quando os dias se tornam repetitivos, com atividades semelhantes, há menos registros marcantes na memória. Com isso, ao olhar para trás, o período parece ter passado de forma mais acelerada.
Outro fator apontado é o uso constante de tecnologia. O consumo contínuo de informações, principalmente nas redes sociais, pode reduzir a percepção de passagem das horas, já que a atenção fica fragmentada entre diferentes estímulos.
A idade também influencia. Para crianças e adolescentes, períodos como férias escolares parecem longos porque representam uma parcela significativa da vida vivida até então. Já para adultos, um ano corresponde a uma fração menor da própria história, o que contribui para a impressão de rapidez.
Além disso, situações de estresse e sobrecarga podem alterar a percepção do tempo. Quando há muitas tarefas acumuladas, o dia pode parecer curto, mesmo que tenha a mesma duração de sempre.
A sensação de que o tempo está “voando” não significa que ele esteja passando mais rápido de fato, mas sim que a maneira como ele é percebido pode variar de acordo com fatores psicológicos, emocionais e comportamentais.


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