"Pela nossa grade de distribuição, esperávamos aumento na demanda, mas não observamos isso há dez anos. A procura nos postos de distribuição não cresce. Há estabilidade, até leve declínio. Temos percebido uma diminuição no uso, principalmente entre os mais jovens", afirma em entrevista ao jornal Folha de SP.
Embora os dados mais recentes disponíveis sejam de 2019, da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o ainda cenário preocupa. À época, o levantamento apontou que 59% dos brasileiros não utilizavam camisinha.
Em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a distribuir preservativos em novas versões, a texturizada e a ultrafina, além do modelo tradicional, na tentativa de ampliar a adesão.
A redução no uso de preservativos no Brasil acompanha uma tendência mundial. Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o relatório “Comportamento de saúde em crianças em idade escolar”, realizado em diversos países europeus, que mostra queda no uso de preservativos e outros métodos contraceptivos entre adolescentes.
O levantamento revelou que 30% dos adolescentes não utilizaram preservativo nem estavam tomando pílula anticoncepcional na última relação sexual. Entre 2014 e 2022, o percentual de meninos que usaram preservativo na última relação caiu de 70% para 61%. Entre as meninas, a taxa recuou de 63% para 57%.
Fonte: metro 1


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