Durante participação na Bremen Cotton Conference, realizada em Bremen, na Alemanha, o dirigente ressaltou que, apesar da reação positiva nos preços do algodão, há riscos no médio prazo.
"Essa situação [de guerra] gera pressão inflacionária, o que reduz o poder de compra das pessoas e, consequentemente, a demanda por vestuário. Apesar do aumento nominal no valor da pluma, o momento é de preocupação para o setor devido às incertezas e ao aumento sistêmico nos custos de produção e logística", disse, em nota.
Segundo ele, o bloqueio do Estreito de Ormuz tem gerado uma "pane geral" nas rotas marítimas, elevando drasticamente o custo do transporte e do óleo diesel.
A valorização do algodão no mercado internacional encontra sustentação na alta das fibras sintéticas, os seus principais concorrentes. Com o petróleo em patamares elevados, o custo do poliéster sobe, tornando a fibra natural mais competitiva. No entanto, Duarte ressalta que essa alta é uma faca de dois gumes, pois o setor enfrenta o encarecimento de insumos fundamentais.
"O algodão vê suporte nos preços devido ao aumento do poliéster e às incertezas sobre a oferta futura, influenciadas pela alta nos fertilizantes nitrogenados, que também possuem origem fóssil", afirmou o diretor.
Para ele, o ganho no preço final da pluma acaba sendo acompanhado por um salto nos custos operacionais. "Os fertilizantes representam uma parte significativa do custo de produção e essa pressão, somada ao frete, impacta diretamente a rentabilidade final do produtor", acrescentou.
Fonte: Globo Rural


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