Quando considerada a emissão líquida, que subtrai o carbono absorvido por florestas e áreas protegidas, o recuo foi ainda mais expressivo, atingindo 22%, com um total de 1,489 bilhão de toneladas.
O principal motor dessa queda foi o combate ao desmatamento na Amazônia e no Cerrado, resultando em uma retração de 32,5% nas emissões por mudança de uso da terra. Quase todos os biomas brasileiros apresentaram melhora, com exceção do Pampa, que registrou alta de 6%.
Entretanto, o relatório faz um alerta crítico sobre o peso dos incêndios florestais de 2024. As emissões geradas pelo fogo atingiram o recorde histórico de 241 milhões de toneladas.
“Caso fossem contabilizados no inventário oficial – o que hoje não ocorre – eles poderiam dobrar as emissões líquidas associadas à mudança de uso da terra”, destaca o documento, evidenciando que as metas climáticas ainda correm sérios riscos.
Enquanto o setor de uso da terra recuou, outros segmentos da economia mostraram estabilidade ou crescimento, dificultando uma queda ainda mais acentuada.
A agropecuária teve uma redução marginal de 0,7%, mas os setores de energia (0,8%), processos industriais (2,8%) e resíduos (3,6%) registraram aumentos nas suas emissões.
Fonte: Bahia.ba


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