| Foto: reprodução - Mário Jorge |
A iniciativa envolve o Tribunal de Justiça da Bahia e a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), que passam a integrar o movimento já realizado pelo Poder Executivo estadual, responsável por transferir simbolicamente a capital para a cidade desde 2008.
Cachoeira será sede dos Três Poderes da Bahia pela primeira vez na história
A ação tem caráter representativo e busca valorizar a importância histórica de Cachoeira no processo de independência. Foi no município que, em 25 de junho de 1822, começou o levante que deu origem ao conflito, encerrado em 2 de julho de 1823, com a expulsão das forças portuguesas.
Durante a agenda, o Judiciário deverá instalar o gabinete da presidência no Fórum Augusto Teixeira de Freitas, enquanto o Legislativo promoverá atividades institucionais na cidade. A medida reforça o reconhecimento de Cachoeira como símbolo de resistência e amplia as homenagens oficiais realizadas anualmente na Bahia.
Conhecida como “cidade heroica” por sua atuação decisiva nas lutas pela independência, Cachoeira também é oficialmente considerada capital simbólica do estado durante esse período, conforme previsto em legislação estadual.
Um dos momentos mais marcantes da comemoração da Independência da Bahia acontece durante a transferência da sede. O dia é marcado pela tradicional saída do Fogo Simbólico das cidades de Cachoeira e de Mata de São João (que representam os Recôncavos Leste e Norte) em direção a Pirajá, em Salvador, um percurso que simboliza a chama da liberdade.
A cidade histórica conta com grandes programações ao longo do ano. Dentre elas, a Festa da Boa Morte, que recebeu, no ano passado, o título de Promotora da Igualdade Racial pelo Governo Federal. Além dessa data cultural, ainda há anualmente a Flica (Festa Literária de Cachoeira).
Em 2025, o evento encerrou com um debate entre o escritor palestino Atef Abu Saif, autor de “Quero estar acordado quando morrer”, o filósofo e ex-reitor da UFBA João Carlos Salles e o jornalista Ernesto Marques.
Fonte: AratuOn


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