| Foto: SECOM |
Santo Antônio de Jesus e Amargosa já fizeram a assinatura solene do termo de cooperação enquanto Cruz das Almas fará a formalização da adesão esta semana. O modelo proposto pelo MPT e adotado pelas prefeituras segue a mesma linha adotada em grandes eventos. Como o Carnaval de Salvador e a Micareta de Feira de Santana, em que poder público e patrocinadores se unem para garantir o suporte para viabilizar a atividade.
O primeiro a assinar o termo foi Santo Antônio de Jesus, onde o prefeito Genival Deolino Souza reuniu na última quinta-feira (11) assessores e firmou o compromisso com a presença da procuradora do MPT Verena Borges, responsável pela negociação do pacto. Na sexta-feira (12), foi a vez de Amargosa formalizar a adesão ao pacto pelo apoio às cooperativas de reciclagem no São João. O prefeito Getúlio Sampaio e a procuradora Verena Borges assinaram o documento em que se compromete a adotar uma série de medidas de suporte à atividade. Esta semana, Cruz das Almas também fará a adesão ao pacto.
Embora contenham algumas diferenças entre si, os três termos de compromisso definem a obrigação dos municípios que estão organizando grandes festejos juninos de contratar cooperativas de catadores com valores não inferiores ao proporcional à hora trabalhada prevista no salário mínimo, além de instalar espaços de convivência com mesas, cadeiras e banheiros para alimentação e descanso dos cooperados. Também inclui a oferta de espaços cobertos para os pontos de coleta, com energia, água e sanitários, distribuição de equipamentos de proteção individual, como coletes, luvas e protetores auriculares. Uma novidade este ano é a parceria do poder público para a contratação de empresa que garanta a compra do material coletado por valores justos que viabilizem a atividade.
Trabalho infantil
No mesmo termo de compromisso, as três cidades também se envolvem diretamente nos esforços para coibir o trabalho infantil nas festas juninas. As prefeituras terão que fiscalizar as barracas e ambulantes em relação ao uso de mão de obra de crianças e adolescentes. O maior instrumento para evitar o trabalho infantil é o funcionamento de centros de acolhimento destinados aos filhos de barraqueiros e ambulantes cadastrados para trabalhar nos festejos, além de conscientizar esses trabalhadores sobre a ilegalidade do trabalho infantil e seus males.
Fonte: Acorda Cidade


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