Junho Vermelho: doações de sangue caem até 60% durante o período junino na Hemoba de Feira de Santana

 


Com a chegada do mês de junho e o início do inverno, o índice de infecções por doenças respiratórias tende a aumentar. Além disso, o período de férias escolares e de trabalho, as rodovias mais movimentadas e as tradicionais festas juninas contribuem para o aumento dos atendimentos médicos. Acidentes de trânsito, queimaduras provocadas por fogueiras e até ferimentos causados ao pisar em pregos ou tábuas são situações comuns nesta época do ano.

Enquanto cresce o número de pessoas que precisam de atendimento em hospitais e clínicas, diminui a quantidade de doadores de sangue, já que muitas pessoas viajam para aproveitar os festejos do São João.

Em entrevista ao Acorda Cidade, Izabete Sena, coordenadora da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (Hemoba), em Feira de Santana, explicou que as doações de sangue caem cerca de 60% durante o período junino.

Tipos negativos

Segundo Izabete, os estoques dos tipos sanguíneos negativos já costumam ser reduzidos ao longo do ano, devido ao menor número de doadores com tipagem sanguínea negativa, e em época de São João, a situação se agrava.

Junho Vermelho

A campanha do Junho Vermelho tem como objetivo incentivar a doação de sangue e conscientizar a população sobre a importância dos doadores voluntários. A iniciativa busca aumentar o número de doações, especialmente diante das fragilidades desse período, que costumam reduzir a quantidade de candidatos e, consequentemente, os estoques de sangue.
Acidentes

Sena também fala sobre a ocorrência que mais costuma elevar o consumo de bolsas de sangue: acidentes de trânsito, especialmente em épocas de festa, na qual a população pega muita estrada.

“Os acidentes aumentam muito por causa das festas. Às vezes a pessoa bebe e dirige. Além disso, há as doenças, porque todos os dias a gente precisa de sangue: pacientes com anemia falciforme, pacientes com patologias como câncer e outras comorbidades que necessitam do uso de sangue.”

Fonte: Acorda Cidade

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