| Foto: Divulgação / APLB |
A decisão, definida na manhã de sexta-feira (24), foi tomada por unanimidade e ocorre após a categoria afirmar que o governo não apresentou propostas para atender às reivindicações.
Outro ponto que a APLB, sindicato que representa os profissionais da educação, reivindica é que a gestão cumpra um acordo celebrado com a entidade perante a Justiça.
O que diz a Secretaria de Educação. Leia a nota na íntegra:
“A Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana lamenta a decisão da APLB de promover uma nova paralisação das atividades escolares nos dias 28 e 29 de julho, por entender que esse tipo de medida traz prejuízos diretos aos estudantes, às famílias e ao calendário letivo da rede municipal.
Ao longo de 2026, a entidade sindical realizou uma sequência de mobilizações, assembleias e paralisações, entre elas mobilizações nos dias 11 de fevereiro, 22 de abril, 15 e 23 de julho; assembleias nos dias 12 e 26 de fevereiro; 5, 6, 13 e 24 de março; 16 de abril; 16 e 24 de julho; além de reuniões com a categoria em 10 de junho, nos turnos da manhã e da tarde. Também foram promovidas paralisações nos dias 24 de fevereiro, 12 e 18 de março, 23 de abril, 20 de julho e, agora, uma nova paralisação para os dias 28 e 29 de julho.
A Seduc respeita o direito constitucional de organização e manifestação da categoria. No entanto, entende que a repetição dessas mobilizações, especialmente quando resulta na suspensão das aulas, compromete o processo de aprendizagem dos estudantes e impõe transtornos às famílias, que dependem do funcionamento regular da rede municipal de ensino.
A Secretaria reforça que as negociações com a APLB não foram interrompidas. Ao contrário, o governo municipal permanece em diálogo permanente com a entidade, por meio de uma comissão constituída especificamente para tratar da pauta de reivindicações, mantendo total disposição para construir soluções responsáveis, dentro das possibilidades financeiras e dos limites legais do município.
As tratativas seguem sendo conduzidas de forma técnica pelas equipes da administração municipal, considerando os impactos orçamentários e a responsabilidade fiscal. Por esse motivo, determinadas demandas exigem estudos detalhados antes de qualquer definição.
A gestão reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais da educação e com o cumprimento dos acordos firmados, sempre observando a responsabilidade fiscal, o equilíbrio das contas públicas e a continuidade dos serviços prestados à população.
Desde o primeiro dia da atual gestão, todos os esforços da Secretaria Municipal de Educação estão concentrados em garantir que os quase 58 mil estudantes da rede tenham acesso à sala de aula e às condições necessárias para a aprendizagem. A Seduc acredita que o diálogo continua sendo o melhor caminho para a construção de consensos e reitera seu posicionamento contrário à interrupção das atividades escolares, por entender que o maior patrimônio da educação é o direito do aluno de aprender.”
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade


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