| Foto: Reprodução |
Outros episódios registrados em 2026 mostram que a prática não está restrita a uma região. Em julho, uma quadrilha suspeita de aplicar o golpe foi presa em São Paulo após fazer vítimas, entre elas uma idosa de 84 anos que teve prejuízo de cerca de R$ 47 mil. Em Santa Catarina, uma idosa de 75 anos foi vítima em maio, em Tubarão, caso que motivou uma operação conjunta das polícias civis catarinense e gaúcha.
Apesar das variações, a dinâmica costuma começar de maneira semelhante, segundo Lívia Silva, gerente de Prevenção a Fraudes do Banco Mercantil, instituição financeira especializada no público 50+. O criminoso aborda a vítima em um local público e afirma possuir um bilhete premiado, mas apresenta alguma justificativa para não conseguir receber o valor. Outra pessoa aparece durante a conversa, finge não conhecer o primeiro golpista e ajuda a tornar a história mais convincente. A vítima é então induzida a realizar saques, depósitos ou transferências em troca da promessa de receber parte ou até mesmo o valor total do suposto prêmio.
“O golpe se apoia principalmente na engenharia social. Os criminosos criam uma situação que parece vantajosa e usam elementos de confiança e urgência para reduzir o tempo de reflexão da vítima. Quando existe a promessa de um ganho elevado condicionada à entrega de dinheiro ou a uma movimentação financeira, é importante interromper a conversa e não tomar nenhuma decisão sob pressão”, afirma Lívia.
Golpe conhecido ganha novas abordagens
Investigações recentes também indicam mudanças na forma de atuação dos criminosos. Em maio, a Polícia Civil de São Paulo prendeu um homem suspeito de comandar uma quadrilha que utilizava uma versão mais violenta do golpe. Segundo a investigação, as vítimas, geralmente idosas, eram convencidas a entrar em veículos e depois ameaçadas e obrigadas a realizar transações financeiras.
Fonte: Acorda Cidade


0 Comentários