Embora muitas pessoas associem o período diretamente à depressão, é importante esclarecer que Setembro Amarelo não é oficialmente o “mês da depressão”. A campanha tem como foco principal a prevenção do suicídio e a valorização da vida, além de estimular o diálogo sobre sofrimento emocional e saúde mental.
A relação com a depressão
A depressão é uma doença mental que pode afetar pessoas de diferentes idades e condições. Segundo o Ministério da Saúde, ela é uma doença de elevada prevalência e está entre as condições mais associadas ao suicídio, especialmente quando não recebe tratamento adequado.
Entre os sintomas podem estar tristeza persistente, perda de interesse ou prazer nas atividades, sentimentos de culpa ou desvalorização, alterações no sono e no apetite, cansaço e dificuldade de concentração. A presença desses sinais não significa, por si só, que uma pessoa esteja em risco de suicídio, mas pode indicar a necessidade de buscar ajuda profissional.
A importância de falar sobre o assunto
A campanha também busca reduzir o silêncio e o estigma em torno do sofrimento psicológico. Em 2026, o tema mundial da prevenção do suicídio é “Mudar a Comunicação sobre o Suicídio”, acompanhado do chamado “Iniciar a Conversa”. No Brasil, a campanha utiliza o lema “Escutar é estar presente”.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas em sofrimento procurem apoio de familiares, amigos e profissionais de saúde. A rede pública conta com serviços como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), UPAs e serviços de emergência.
Em situações de sofrimento emocional intenso ou risco imediato, também é possível buscar atendimento pelo SAMU, no número 192, ou procurar uma unidade de emergência. O CVV atende pelo 188, gratuitamente.
Setembro, portanto, é um período para lembrar que saúde mental deve ser discutida durante todo o ano. Falar, ouvir sem julgamentos e procurar ajuda profissional são atitudes importantes diante do sofrimento emocional.


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