O transtorno é identificado quando a pessoa apresenta dificuldade em controlar o tempo dedicado aos jogos, prioriza a atividade em relação a compromissos pessoais, escolares ou profissionais e mantém o comportamento mesmo diante de consequências negativas. O diagnóstico considera a persistência desses sinais por um período prolongado.
Pesquisas internacionais apontam que uma parcela dos jogadores apresenta padrões de uso compatíveis com o transtorno, embora a maioria utilize jogos sem desenvolver problemas relacionados ao comportamento. Os números variam conforme o método de pesquisa, a faixa etária analisada e os critérios utilizados.
Especialistas indicam que o uso excessivo pode interferir no sono, na rotina de estudos ou trabalho e nas relações sociais. Em crianças e adolescentes, a ausência de limites no tempo de uso pode gerar conflitos familiares e queda no rendimento escolar.
No Brasil, o tema tem ganhado espaço em discussões sobre saúde pública, educação digital e políticas de prevenção. A ampliação do acesso a jogos por meio de celulares e plataformas online reforça a necessidade de orientação sobre o uso responsável.
A recomendação é que familiares e usuários observem sinais de mudança de comportamento e busquem acompanhamento profissional quando o uso de jogos passa a comprometer atividades do dia a dia.


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